04/04/2014
Ter uma vida financeira estável e tranquila é o sonho de muitos. A receita é mais ou menos conhecida: devemos gastar menos do que recebemos; guardar, pelo menos, 10% do salário; resistir às tentações do consumo e optar pelo pagamento à vista. Na prática, a realidade é outra, e frequentemente caímos em armadilhas, como comprar objetos desnecessários, pagamos juros altíssimos no cartão e acumular uma dívida que não temos como pagar por bens que não eram essenciais. Pela educação financeira, é possível inverter este quadro.

Devemos consumir de forma consciente, refletindo sobre a real necessidade de adquirir um produto. Abrir mão de uma compra supérflua no presente equilibra as contas, evita dívidas e libera o valor que não foi usado para gastos melhores no futuro. Estudos mostram que, após uma análise criteriosa nas finanças, é possível cortar entre 20% e 30% dos gastos. Esse montante pode ser destinado para uma poupança, que, no futuro, permitirá a realização de sonhos, como uma aposentadoria complementar ao INSS, uma viagem ou um carro.

Definir prioridades no orçamento é fundamental. A facilidade de compra leva ao endividamento da noite para o dia; quitá-las pode levar bastante tempo. É recomendável traçar uma estratégia e começar a pagar aquelas que sejam mais altas e com juros mais elevados (como cartão de crédito e cheque especial). Não adianta criar metas que você não conseguirá cumprir. O ideal é disponibilizar até 30% da renda para pagamento de dívidas.

Uma pesquisa do HSBC mostra que mais da metade (59%) dos entrevistados brasileiros acham que seus planejamentos financeiros para uma aposentadoria confortável são inadequados: 19% nem se preparam, 41% não fazem o suficiente. Essa relação, que não é direta, mas é válida para análise de cenário, demonstra a importância de nos educarmos financeiramente.

Uma vida financeira equilibrada, sem dívidas e economias para realizar sonhos no futuro certamente compensa o esforço de renunciar a certos bens de consumo.

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